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Conexão e consumo: como é a experiência do público 60+ enquanto consumidor?

Atualizado: 22 de abr.

Segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dentro de 20 e poucos anos até 2040, quase 60% da população brasileira em idade ativa será formada por pessoas com mais de 45 anos de idade.


Levando essa estimativa em consideração, é possível prever o desafio que teremos pela frente em termos de mercado de trabalho e comunicação das marcas que, cada vez mais, precisarão saber dialogar e se conectar com o público que engloba a economia prateada. Assim, com exceção dos produtos e serviços especificamente destinados ao público jovem como as revistas teens e outros itens, marcas que colocam apenas os mais jovens como protagonistas da sua comunicação terão que reavaliar a forma como constroem sua estratégia caso queiram se conectar com essa parcela da população que está em constante crescimento.


Além da expansão da população idosa, o estereótipo da pessoa que se aposenta e fica apenas destinada à esfera doméstica e cercada pela invisibilidade social está cada vez mais ultrapassado. Nesse contexto, a ideia de pouca disposição para desbravar novidades, baixo interesse em produtos e serviços de inovação e tecnologia, deve ficar no passado. Isso porque muito além de priorizar o descanso e a qualidade de vida após anos de trabalho, as pessoas 60+ anseiam cada vez mais por novidades: querem viajar, dançar, frequentar academias, ir a eventos culturais e incluir em sua rotina tudo o que o jovem adulto costuma fazer. Afinal, com mais estrutura financeira e tempo livre para recreação, a tendência é que os 60+ se sintam ainda mais dispostos para consumir, representando nos dias atuais quase 20% do consumo brasileiro e movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão por ano de acordo com o levantamento Tsunami Prateado, realizado pela consultoria Hype50+.

 

A saúde mental e o bem-estar do público sênior também é afetada pela falta de conexão diante de um mercado que pratica etarismo, afastando esse público ainda mais de determinados espaços e produtos por conta da invisibilidade diante os olhos de marcas e empresas. Assim, além da inclusão de diversidade etária nas campanhas e propagandas publicitárias, esse público deseja possuir boas experiências de consumo e esperam que as marcas e serviços se conectem e entreguem produtos que sejam coerentes com seu estilo de vida.

 

“A velhice é definitiva, mas a juventude é passageira”

 

Para sairmos da teoria e entrarmos na prática de como o público sênior se sente em relação à sua experiência enquanto consumidor no mercado, separamos alguns dados expostos em um artigo produzido pelo ZAHG, uma Adtech inovadora que alia inteligência de Dados, Estudo de Mercado, Comportamentos e Tendências.

 

·  76% do público não se identifica na forma como as propagandas os retratam/representam;

·  81% dizem que a publicidade deveria representar melhor a diversidade;

·  32% querem uma vida de aventuras, novidades e mudanças;

·  72% dizem que as lojas não estão preparadas para lidar com a longevidade;

·  52% encontram dificuldades em encontrar produtos;

·  40% concordam que faltam produtos e serviços para sua idade.

 

Apesar do cenário negativo exposto nos dados acima, alguns cases de campanhas e propagandas com protagonistas 60+ comprovam que é possível destacar o público sênior em suas produções, revelando também a importância de trazer esse público para a representatividade nas telinhas. Duas marcas que apostam na representatividade das gerações anteriores é o Boticário e o Itaú, que possuem não só um, mas diversos trabalhos em que trazem esse público para o destaque de suas campanhas.  Abaixo, separamos dois projetos que exemplificam bem o que queremos dizer quando falamos em destacar a senioridade na comunicação das marcas:


Boticário – Onde tem amor tem beleza


Itaú – Bem-vindo aos próximos 100 anos



Muito além do olhar que visa o lucro, é preciso enxergar essa parcela da população com um olhar empático e compreender as dores, anseios e desejos que essas pessoas têm. Quando nos colocamos no lugar desse público enquanto marca e/ou serviço, a conexão é certa e o lucro é consequência. E, analisando as pesquisas que expõem o sentimento desses consumidores, ainda temos um grande campo a ser explorado.

 

Além de problemas na comunicação e serviços que não são pensados para os sêniors, parte dessa falta de preparo para lidar com a parcela que fomenta a economia prateada é a necessidade de melhoria na experiência do usuário nas plataformas de compras on-line. Diante disso, torna-se estratégico investir em plataformas que sejam mais user-friendly possível, trabalhando com uma linguagem apropriada, design e interface intuitivos de fácil entendimento e tom comunicacional que seja alinhado com o entendimento desse público, que está disposto a comprar, utilizar os apps e se informar para aderir a praticidade e o conforto do consumo digital.

 


Aqui, os detalhes importam: letras maiores, informações objetivas e claras, e cores de maior contraste ajudam a facilitar não somente a experiência das pessoas maduras, como de todos outros consumidores que também podem possuir algum grau de dificuldade no entendimento dessa dinâmica de compra on-line. Diante desse cenário, considerando que em poucos anos o Brasil terá uma pirâmide etária invertida, concluímos que a necessidade de uma mudança nas estratégias e na abordagem comunicacional deve ser reavaliada e estabelecida o quanto antes.

 

Já parou para refletir em como sua marca ou empresa se comunica com o público 60+? A Néktar pode ajudar nessa jornada de melhoria de experiência comunicacional! 


Paulen Renck - Redatora da Néktar

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